"Se abrir a boca, morre!"

"Todo mundo vive acuado... Num cenário de guerra! E quem vai querer abrir o bico? Impossível! "

Por O Dia

"É cidadão que vive como refém, sem direitos" -

As coisas aqui funcionam assim... No "cala a boca ou morre".

Com as guerras entre facções em várias comunidades do Rio de Janeiro, a coluna ouviu alguns moradores de favelas.

Diante dos olhos da comunidade, denunciar qualquer situação sobre a área onde vive é praticamente uma sentença de morte.

Eles não se conhecem e não vão ter os nomes revelados por motivos de: o óbvio, sobrevivência.

Pelas redes sociais, muitas vezes diante da repercussão de qualquer tiroteio, eles abrem o coração.

Só quem vive a realidade do morador de favela, sabe do que eu tô dizendo...

Às vezes não precisa nem ser favela! O que não falta é bairro da Zona Oeste, no asfalto, dominado por poderes paralelos.

"A gente vive com medo de tudo, já vimos tortura no meio da rua, gente que desaparece e nem a família tem o direito de cobrar, alguns nem registro na delegacia é feito", diz um morador de um complexo da zona norte.

É cidadão que vive como refém , tolhido dos seus direitos, pelo simples fato de morar em uma área considerada de risco.

Aliás, o nome já diz tudo... Quem mora na praça seca, por exemplo, sabe que não dá pra fazer nada. A área esta sendo retomada pelos traficantes que disputam com os milicianos. "Tem que se manter neutro o máximo possível", conta o morador.

Depois os "vagabundos tomam e acham que a gente colaborava com a outra facção. Aí já viu, né?"

Todo mundo vive acuado... Num cenário de guerra! E quem vai querer abrir o bico? Impossível! O medo é muito maior.

O último que tentou denunciar em Vargem Grande, virou capa de um monte de jornal... Porque teve sua casa atacada por rojões da milícia. Tudo com o objetivo de intimidar.

Mas todos no final dizem a mesma coisa: Não nos abandonem!"

"Se ninguém falar por nós, fica pior."

3,2,1... É DEDO NA CARA!

Pingo no I

O medo é grande, mas as pessoas precisam acreditar no trabalho do Disque-Denúncia.

Todo mundo sabe que é garantido o anonimato. Os atendentes nem sabem quem está do outro lado da linha... Agora, as denúncias também chegam pelo WhatsApp (98849-6099), e o procedimento é o mesmo. Poucas pessoas manipulam os aparelhos.

Um formulário é preenchido pelo funcionário, que por meio das informações são repassados para as autoridades responsáveis... Simples assim.

Então, bora colocar o Pingo no I...

É trabalho sério, que merece confiança. Denunciem! 2253-1177.

Tá feio!

Sempre na madrugada, motoqueiros marcam pela internet ou por grupos de WhatsApp, e depois se encontram para os "rolezinhos" pelos bairros do Rio.

É música alta, ronco do motor nas alturas, buzina... E com alguma finalidade? Nenhuma, só encher o saco dos outros mesmo! Ninguém consegue dormir.

"Eu moro no décimo andar e o barulho é insuportável. São mais de 100 motos! Tem gente idosa, recém-nascido... Muita falta de respeito", conta Denize Siqueira, moradora de Vila Isabel.

Brincadeira, né? Esses rolés já acontecem há anos e nada é feito para fiscalizar! Liga pra um órgão, que joga pra outro, e assim vai... Não dá pra ficar nesse jogo de empurra.

Se você me perguntou se tá feio ou tá bonito.. Pode não ser ainda um problema, mas é bom ficar de olho, e tenho dito.

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