Ele é um verdadeiro guerreiro da pandemia

A imagem não é só de um trabalhador cansado... É de um maratonista da vida real!

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Frank dos Reis pedala 40 quilômetros por dia
Frank dos Reis pedala 40 quilômetros por dia -

A imagem não é só de um trabalhador cansado... É de um maratonista da vida real!

Frank dos Reis tem 50 anos de idade e desde que começou a pandemia, o trabalho que já era maçante virou uma verdadeira maratona... O rosto cansado da foto não é apenas da rotina diária.

O dia começa bem cedo, aliás, de madrugada. Uma da manhã e o relógio desperta... Tudo por causa do coronavírus. Antes ele acordava no horário certo e fazia o caminho de ônibus até à estação de Japeri. Trinta minutos de duração até lá... Agora, o trajeto é feito de bicicleta, isso, você não entendeu errado! Ele pedala durante duas horas e meia para pegar o trem. Frank mora em Miguel Pereira e vai até à Central do Brasil. De lá, ainda pega um ônibus para chegar ao trabalho. São tantas horas de labuta, até voltar na mesma maratona.

Pedala 40 quilômetros por dia, além de toda carga horária! É mais um entre tantos brasileiros que fazem parte do serviço essencial. Aqui, a gente não está falando para que se volte com a linha de ônibus, retirada justamente para evitar aglomerações nas ruas e reduzir a movimentação... Mas é preciso que, de alguma forma, as empresas que têm esses funcionários se adaptem à está curta, porém, realidade.

A gente tem que falar, incentivar o trabalhador em um momento difícil como esse, não o castigar, como está sendo feito com Seu Frank!

Num cenário onde todo mundo clama por Saúde, imunidade, não é possível que alguém faça uma rotina tão desgastante como essa. É desumano!

Assim como ele, têm tantos outros brasileiros que precisam sair para trabalhar, mas estão sem transporte...

Alô, Comlurb! De alguma forma, devem-se buscar alternativas. Um alojamento, ou até mesmo saber escalonar de alguma forma, para que a gente não tenha que ver maratonistas da vida real, ou melhor, sofrimento dessa realidade... Como se a pandemia já não fosse o bastante.

 

Tá Feio

As irmãs Juliana e Silvana, com um dos filhos - divulgação
Duas irmãs... E a situação que já não era boa, na pandemia só piorou!

Silvana Fernandes Duarte e Juliana, moradoras da Vila Tiradentes, em São João de Meriti, sempre levaram a vida no perrengue.

Numa casa bem precária, construída pela mãe já falecida, ainda moram a filha de Juliana, de dez anos, e os gêmeos de Silvana, de 17. Juliana está na luta desde o ano passado por uma cirurgia no joelho, após ter sofrido um tombo enquanto trabalhava. Sem poder trabalhar desde o acidente e usando muletas, coube à Silvana segurar as contas da casa... Mas o coronavírus chegou e ela, que trabalhava numa lanchonete, foi mandada embora. Não sabem o que fazer, além de pedir socorro!

"A situação é desesperadora. A gente não sabe como pagar as contas do próximo mês. Minha irmã chegou a conseguir o auxílio emergencial, mas tudo que é recebido vai para pagar as dívidas que fizemos para poder comer", conta Juliana Duarte.

A coluna procurou a Prefeitura de São João de Meriti para questionar o motivo da demora na cirurgia de Juliana, que a impossibilita de trabalhar, mas até o fechamento desta edição, não tivemos resposta.

Nesse momento, qualquer ajuda para as duas é válida! Seja alimento, seja trabalho ou até material de construção.

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito... O telefone de Silvana é (21) 97450-3651, bora lá fazer o bem, e tenho dito!

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