Largados a própria sorte

Dona Wanderlicy Reis de Andrade tem 64 anos e conta que do dia pra noite, seu Luiz Carlos de Andrade, de 68, parou de andar, não se alimenta mais sozinho e não consegue tomar banho. Depende dela pra tudo

Por Isabele Benito

Dona Wanderlicy Reis de Andrade, de 64 anos e o marido Luiz Carlos de Andrade, de 68
Dona Wanderlicy Reis de Andrade, de 64 anos e o marido Luiz Carlos de Andrade, de 68 -
Rio - Ela chegou assim, empurrando a cadeira do marido... Vieram de Cascadura para contar pessoalmente o drama que estão vivendo há dois meses.

Dona Wanderlicy Reis de Andrade tem 64 anos e conta que do dia pra noite, seu Luiz Carlos de Andrade, de 68, parou de andar, não se alimenta mais sozinho e não consegue tomar banho. Depende dela pra tudo.

Até então era ativo...

“Meu marido não se locomove mais. Ele só regride e eu não sei mais o que fazer. Preciso de ajuda porque não aguento mais ver a tristeza dele”, conta Wanderlicy.

Eles procuraram um médico da rede particular, que encontrou evidências da síndrome de Guillain-Barré, doença em que o sistema imunológico ataca os nervos. O médico ainda disse que o tratamento dele só poderia ser feito no Hospital Municipal Salgado Filho.

Mas ao chegar lá, não tinha vaga... O medo e desânimo só aumentaram.

“A gente nem sabe se ele tem mesmo essa doença, quanto mais se vai conseguir o tratamento correto.”

E ela tem razão... Médicos consultados pela nossa coluna dizem que para concluir um diagnóstico da Síndrome, seu Luiz precisa de exames mais específicos.

O maior medo deles é o de conseguir e não dar mais tempo, ser tarde demais.

Não é nem falta de atendimento que a gente cobra, mas sim acolhimento e um direcionamento do que eles e muitas outras pessoas devem fazer para serem tratados.

A Secretaria Municipal de saúde nos informou, por meio de nota, que seu Luiz deve se dirigir a sua unidade de Atenção Primária de referência, no bairro onde mora, levando os laudos e resultados de exames já realizados. E que estão à disposição da família para quaisquer dúvidas sobre o caso.

Que esta seja uma luz no fim do túnel do casal, pois não dá pra viver na corda bamba da insegurança.


3,2,1... É DEDO NA CARA!
PINGO NO I

"MINHA QUERIDA, SOU MORADORA DO JACAREZINHO... AGORA SÓ VOCÊ PARA FALAR POR NÓS".

O desabafo é de quem mora e vive a realidade da favela.

O desespero da moradora, que vamos preservar o nome por segurança, foi com a notícia da saída definitiva da UPP da comunidade do Jacarezinho.

Segundo ela, já no primeiro dia, os traficantes colocaram barricadas e formaram os bondes de motos para patrulhar a região.

Até os celulares dos moradores a bandidagem voltou a revistar.

Bora colocar o pingo no i...

A UPP é um projeto fracassado. É preciso sim tirar... Mas não abandonar, pelo contrário!

Quem vive em área de risco precisa de um patrulhamento ostensivo que garanta a chegada também de saúde, educação e dignidade pra esse povo sofrido.

Afinal, mesmo que você critique, todo mundo quer uma viatura na esquina de casa...
TÁ BONITO!

Sentados na mesa de um bar, na virada do ano de 2017 para 2018, um copo de cerveja na mão e uma ideia: Unir samba e solidariedade.

3 amigos decidiram realizar uma roda de samba beneficente, que logo se tornou um sucesso no bairro Éden, São João de Meriti.

Hoje, quase dois anos depois, a roda de samba dos amigos “Na Palma da Mão”, já faz parte da rotina dos moradores, acontecendo sempre todo segundo domingo de cada mês.

Um verdadeiro sucesso que reúne um mutirão de gente apaixonada por fazer o bem e escutar música de verdade.

E para entrar e participar é bem simples: Levar 1 quilo de alimento ou pagar 5 reais.

É tanto alimento recebido que o grupo precisa se dividir para doar em abrigos e creches...

A festa de dia das crianças no mês que vem já está sendo preparada e muito aguardada.

A atitude maravilhosa desses 3 amigos prova que fazer o bem dá samba!

Por isso, se você me perguntou se tá feio ou tá bonito...

Como diria o grande Arlindo Cruz: “O show tem que continuar....” Que continue por muitos e muitos anos.

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