Museu Casa Geyer em busca de recursos

A expectativa é captar mais de R$ 1 milhão

Por O Dia

Rio - Previsto para ser inaugurado em 2022, o Museu Casa Geyer, aos pés do Cristo Redentor, está captando recursos, via Lei Rouanet, para o projeto executivo de reforma e adaptação da casa onde viveu o casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer em uma unidade do Museu Imperial de Petrópolis na capital fluminense.
A expectativa é captar R$ 1.218.533,71 para a contratação da empresa que vai elaborar o projeto do novo museu, detalhando o que será necessário fazer de adequações e construções de novas edificações. Empresas interessadas em fazer parte desta história têm até o dia 31 de dezembro para fomentarem o projeto, aproveitando os benefícios do Imposto de Renda ainda em 2019.
Em uma área de 14 mil m² no Cosme Velho, o espaço reúne a maior coleção de arte e antiguidades sobre a História do Brasil, com quase 5 mil obras de arte. Juntos, o imóvel e o acervo são avaliados em quase meio bilhão de reais. Além da doação feita por Maria Cecília e Paulo, Frank Geyer Abubakir, neto do casal, criou a Associação Amigos da Casa Geyer para buscar formas de apoiar o Museu Imperial a tirar o projeto do papel e já anunciou que, independente da Lei Rouanet, fará um primeiro aporte para que a população do Rio tenha acesso a este acervo o quanto antes.
"Quero tornar possível o que está na origem do ato de meus avós ao doarem uma das mais representativas coleções de arte do Brasil: compartilhar com a sociedade a beleza que os encantou ao longo de suas vidas e estimular novas formas de olhar, vindas do passado", afirma Frank Geyer Abubakir, que viveu por uma década na casa.

Espaço reúne a maior coleção de arte e antiguidades sobre a História do Brasil

Doada ao Museu Imperial pelo casal Maria Cecília e Paulo Fontainha Geyer em 1999, a Casa Geyer se tornou uma subunidade do Museu Imperial de Petrópolis e teve sua coleção tombada em 2014. A coleção reúne livros, álbuns, pinturas, gravuras, litografias, desenhos, mapas e demais objetos de arte reunidos pela família durante 40 anos, totalizando 4.255 obras.
Os futuros visitantes terão acesso a imagens do Rio de Janeiro real e imperial, de como eram as ruas, a natureza e a população da época. São 1.120 itens iconográficos produzidos por artistas de várias nacionalidades, 2.590 livros que enfatizam registros de viajantes e cronistas em terras brasileiras durante o século XIX. Dentre os itens de arte decorativa, o total de objetos chega a 466, e é formado por quase 200 pinhas de cristal e vidro, móveis de madeira, em miniatura, trabalhados em marfim e a lanterna de prata que adornava a carruagem cerimonial de d. Pedro II, fazendo desse conjunto uma referência em nosso país.
A Coleção Geyer representa um fenômeno singular na história do Colecionismo nacional, pois é o resultado de uma meticulosa atividade de identificação, localização e captura de objetos de arte conduzida pelo gosto privilegiado de apreciadores das Belas Artes. Assim, a Coleção Geyer é, ao mesmo tempo, um registro visual de um longo período da história nacional e um importante capítulo da história cultural brasileira contemporânea.
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