Weintraub presta esclarecimentos sobre erros no Enem ao Senado

Ministro da Educação minimizou falhas em 5.974 notas e sugeriu que o problema que marcou a edição também pode ter ocorrido em anos anteriores

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Abraham Weintraub participa de Comissão de Educação no Senado
Abraham Weintraub participa de Comissão de Educação no Senado -
Brasília - Convidado pela Comissão de Educação do Senado para prestar esclarecimentos sobre erros em resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, minimizou as falhas em 5.974 notas e sugeriu que o problema que marcou a edição mais recente do exame também pode ter ocorrido em anos anteriores.

"Não dá pra afirmar que sim ou que não, mas eu diria que esse tipo de problema pode ter ocorrido, sim, no passado", afirmou, nesta terça-feira. Weintraub voltou a tratar os erros como "susto" aos candidatos que precisaram ter as notas revistas e destacou que, na prática, 5,1 mil alunos foram afetados. Os demais fizeram o exame como treineiros.

Na abertura do pronunciamento, o ministro disse que um dos objetivos da ida dele à Comissão do Senado era "quebrar a chuva de fake news que novamente se abateu sobre o MEC".

Ele dividiu em três grupos as pessoas que procuraram o MEC para se queixar de problemas no exame: "militante, que se fazia passar por um aluno, entrava colocando terror na rede, e a gente descartava"; "pessoas que não estavam entendendo o processo, e nós orientamos as pessoas a fazer os procedimentos corretos"; e o grupo de "alunos que foram mal, mas disseram que a culpa era do Weintraub. Os pais nos procuraram, nós checamos as provas e vimos que havia tirado a nota mesmo".

As falhas registradas no Enem lançaram dúvidas sobre a permanência de Weintraub no cargo. O chefe da Casa Civil, ministro Onyx Lorenzoni, e o presidente Jair Bolsonaro descartaram a demissão dele. O ministro chegou à sala das comissões acompanhado pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE).

Por causa do desgaste com o exame, a atual gestão do MEC é criticada no Congresso desde a retomada dos trabalhos legislativos, na semana passada. Na Comissão de Educação, Weintraub faz uma explanação de 30 minutos. Em seguida, responderá a perguntas feitas por senadores.
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