Especialista dá dicas para quem deseja se destacar e conseguir nova ocupação

A taxa de desemprego deve chegar a 14,2% até o fim de 2020

Por O Dia , O Dia

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Rio - Durante a pandemia e as suas incertezas, uma das maiores preocupações de qualquer pessoa diz respeito ao desemprego. Todo dia, ao iniciar a jornada, o trabalhador acaba se perguntando: "serei demitido?”. A resposta é sim para muitos e, segundo estimativa da Instituição Fiscal independente (IFI), do Senado, a taxa de desemprego deve chegar a 14,2% até o fim de 2020. Em 2019, de acordo com dados do IBGE, o número médio atingiu 11,9% de desocupação.
Nesse contexto, saber quais os próximos passos a serem tomados é essencial. Isso é o que afirma a Ticyana Arnaud, formada em Gestão de Recursos Humanos, com MBA em Liderança, trabalhando há mais de 20 anos no setor.
"Desde março, essa é a mensagem que mais recebo por e-mail, Linkedin e Whats App. Como fazer para me recolocar durante a pandemia? Ou devo esperar a pandemia acabar para tentar uma nova oportunidade? A grande questão é: quando vai acabar? Não temos certeza de nada, mas existem vagas em alguns segmentos e é necessário se preparar para a recolocação. Se antes já existiam muitos profissionais para poucas vagas, a tendência é aumentar. Estar preparado para se destacar nesse contexto é fundamental", afirma a especialista.
Ticyana lembra que, no momento, o ideal é buscar por conhecimento. Já que muitas empresas e instituições estão oferecendo cursos e certificações gratuitamente. Ter esse tempo para se dedicar ao estudo de um idioma, por exemplo, é indispensável para quem quer atingir novas expectativas.
"E enquanto a recolocação não chega, aproveite para fazer networking e aumentar sua visibilidade no Linkedin. O currículo fala sobre o seu passado e a rede social sobre o profissional que você é hoje. Quando um recrutador acessa o seu perfil, o que ele vai saber sobre você?", aconselha.
A especialista também recorda sobre a diminuição das fronteiras oferecida pela ampliação do home office. Segundo estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), esse modelo de trabalho poderá alcançar 22,7% das ocupações existentes no Brasil, correspondendo a 20 milhões de pessoas.
"Mesmo durante a pandemia, diversos profissionais foram contratados para realizar trabalhos que possam ser feitos à distância. O que antes era um fator eliminatório, hoje não tendo a necessidade de deslocamento, aumenta a chance de contratação de profissionais que moram em outras cidades", afirma Ticyana Arnaud.

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