Confraria comemora o Dia Nacional da Cachaça

O Clube Amigos da Cachaça ser reúne antecipadamente para homenagear a bebida típica brasileira

Por O Dia

Mussarela, Maria Lúcia, Marli e o marido Tito Moraes, fabricante da cachaça Tiziu
Mussarela, Maria Lúcia, Marli e o marido Tito Moraes, fabricante da cachaça Tiziu -
Mata-bicho, branquinha, parati, bicha, ‘água que passarinho não bebe’, marvada, veneno, boa. Há muitas formas de chamar a cachaça, uma bebida tipicamente brasileira. Para marcar a comemoração do Dia Nacional da Cachaça, celebrado nesta sexta-feira (13), o presidente do Clube Amigo da Cachaça de Duque de Caxias, Carlos Antônio Santos, mais conhecido como Mussarela, vai reunir os integrantes do clube para comemorar um dia antes, na quinta-feira (12), a partir das 18h.

“Vamos antecipar a comemoração em um dia apenas. Todos os 100 participantes já foram avisados para virem para o Restaurante Mussarela”, lembrou Carlos, que usou o apelido para dar nome ao restaurante que abriu há trinta anos na Rua Réia, 225, na Vila Rosário. Ele tem como braço direito a chef e mulher Maria Lúcia. “ Quem não conhece, confunde cachaça com aguardente, que é feito em indústrias, em grande quantidade, enquanto a cachaça é produzida de forma artesanal”, explicou.

O Restaurante Mussarela reúne cerca de 500 rótulos de cachaças diferentes, do interior do Estado do Rio, de Minas e de cidades do Nordeste do Brasil. “ Cada integrante traz sua cachaça, põe uma etiqueta com seu nome e experimenta sempre que vem aqui. Sem contar as três degustações que fazemos durante o ano. A próxima será no dia 5 de outubro, a partir do meio-dia. Será a 43ª Degustação de Cachaças e Petiscos”, contou um orgulhoso Mussarela, que ganhou a alcunha porque vendeu queijos durante alguns anos.

Ele sempre convida donos de alambiques de todo o Brasil para participar das degustações. Segundo Mussarela, os proprietários de cachaças como Magnífica, do Rio, Volúpia, de Minas e Gogó da Ema, de Maceió, já deram palestras explicando o processo de produção de suas branquinhas.

A comida nordestina, carro-chefe de seu restaurante, já rendeu participação de Mussarela e sua mulher no programa Mais Você, de Ana Maria Braga, mereceu menção no livro Rio Botequim (editado em português, inglês e francês) e foi citada na novela da Globo Senhora do Destino. Protagonizada por Susana Vieira, a história se passava na fictícia São Miguel, localidade de Caxias. Interpretado por Du Moscovis, o político Naldo diz à mãe várias vezes para não fazer almoço, para irem almoçar a carne de sol no Mussarela.

Origem da Comemoração

A data, instituída em junho de 2009, foi uma iniciativa do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). A partir de 13 de setembro de 1661 a bebida passou a ser oficialmente liberada para a fabricação e venda no Brasil.
Esta legalização, no entanto, só foi possível após uma revolta popular contra as imposições da Coroa portuguesa, conhecida como "Revolta da Cachaça", ocorrida no Rio de Janeiro.

Até então, a Coroa portuguesa impedia a produção da cachaça no país, pois o seu objetivo era substituir esta bebida pela bagaceira, uma aguardente típica de Portugal.
O Brasil produz aproximadamente 1,2 bilhões de litros de cachaça por ano e o maior produtor de cachaça industrial no Brasil é o estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. Por sua vez, Minas e Rio lideram a produção de cachaça artesanal.

A cachaça brasileira é exportada para mais de 60 países, sendo a Alemanha responsável por aproximadamente 30% da sua importação.

Galeria de Fotos

Mussarela, Maria Lúcia, Marli e o marido Tito Moraes, fabricante da cachaça Tiziu Divulgação
Mussarela e membros da confraria em um dos muitos encontros do clube Divulgação
Mesa com diversos tipos e marcas de cachaças para degustação dos integrantes do clube Divulgação

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