'Adoro um desafio', avisa Fabiana, de volta à Seleção de vôlei

Bicampeã olímpica diz que decisão de retornar à equipe brasileira foi muito bem pensada com o marido e os pais e analisa atual fase da Seleção: "Estamos em processo de amadurecimento e isso leva tempo, trabalho e rodagem"

Por O Dia

Fabiana, entre Suelen e Sheilla, está de volta à Seleção de vôlei
Fabiana, entre Suelen e Sheilla, está de volta à Seleção de vôlei -

Em junho, no mesmo mês em que festejou um ano de casada com Vinicius de Paula, a bicampeã olímpica Fabiana teve o seu retorno à Seleção de vôlei anunciado pelo técnico José Roberto Guimarães. O chamado para a equipe nacional aconteceu três anos após a central ter se despedido do time brasileiro ao fim dos Jogos do Rio, em 2016, e agora, aos 34 anos, ela conta como tem encarado a rotina da Seleção e a distância de casa. "Isso foi um fator determinante para eu me aposentar em 2016. É muito desgastante para o atleta essa distância da família, do marido e dos amigos. Poder ir a festas de aniversário, visitar parentes distantes, ter férias inteiras em uma temporada... Não sabia mais o que era isso, e olha que estou nessa desde muito cedo. Essa decisão foi muito conversada com meu marido e com os meus pais. Mas confesso que está sendo muito prazeroso voltar a sentir o clima de Seleção e os desafios que se apresentarão. Todo mundo sabe que eu adoro um desafio", conta Fabiana.

A central diz o que a fez repensar a decisão de aposentar da Seleção: "Na verdade, eu realmente tinha pensado em parar. Apesar de saber que física e psicologicamente eu estava inteira, a ideia das viagens, com muito tempo longe da família, me fez tomar essa decisão. Mas, conversando com o Zé, vendo a necessidade de uma renovação mais pensada e trabalhada aos poucos, eu decidi que deveria estar novamente com a Seleção. Eu amo tanto o meu país e meu povo, amo jogar vôlei e por que não ajudar quando minha experiência torna-se necessária?".

A menos de um ano para a Olimpíada de Tóquio, Fabiana analisa o atual estágio da Seleção, destacando que é fundamental unir talento e amadurecimento. "Estamos em processo de amadurecimento e isso leva tempo, trabalho e rodagem. Eu, quando cheguei à Seleção aos 19 anos, procurava observar e beber de toda as fontes possíveis. As mais experientes eram meus guias, para amadurecer e entender melhor como o vôlei de alto nível funciona. Não adianta só ter talento sem amadurecimento. É preciso unir os dois", defende.

 

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