Sabrina Sato: 'Sou quase uma vaquinha japonesa que samba'

Rainha de bateria da Vila Isabel e da Gaviões da Fiel, ela conta detalhes dos bastidores do samba no período pós-maternidade

Por O Dia

Sabrina Sato e a filha Zoe
Sabrina Sato e a filha Zoe -

Sabrina Sato conseguiu um feito inédito: desfilar em duas escolas de samba de dois estados diferentes mesmo estando no período pós-maternidade. A apresentadora se desdobrou para conseguir se fazer presente não só nos desfiles, mas também nos ensaios técnicos da Vila Isabel, no Rio, e da Gaviões da Fiel, em São Paulo. Recorrendo à ponte aérea para conseguir dar conta, a japa chegou a dormir longe da filha Zoe, de 3 meses, pela primeira vez, para conseguir honrar seus compromissos. A mãe, Dona Kika, e o marido, Duda Nagle, serviram de apoio para Sabrina. Na entrevista abaixo, ela conta detalhes dos bastidores do Carnaval 2019, dos próximos passos profissionais, da maternidade e ainda revela que quer Zoe desfilando em uma escola mirim em 2020.

Sentiu muita diferença em desfilar depois da maternidade?

Depois que a gente vira mãe, a gente começa a dar valor a tudo. A gente dá valor a pequenos momentos. A minha agenda de Carnaval não é fácil. Eu desfilei na Gaviões no domingo de manhã. Entre uma mamada e outra eu fui pra Sapucaí, pro camarote. Na segunda cedo, eu desfilei na Vila Isabel. Na terça eu fiquei com a bebê. Na quarta eu fui pra apuração. Fora os ensaios. O ritmo é frenético. Mesmo com a maternidade, eu não consigo não estar presente nos compromissos das escolas. Eu gosto de saber o que está acontecendo e estar presente nos ensaios técnicos.

Como está sua alimentação?

Me alimento muito bem porque amamento. Meu leite até aumentou nessa corrida do Carnaval. Cada mamada é 200 ml de leite. Ela mama sete vezes. Ela veio comigo pro Rio, veio de avião, fica comigo no quarto. Minha mãe veio junto e o Duda ajuda também.

Como foi sua preparação para o Carnaval?

Com vinte e poucos dias fui liberada para treinar. Não tive nem um mês de treino. Eu fiz cesárea e não pude fazer musculação. Malhava de madrugada. Caminhava cantando o samba e fazia uma dieta a base de muito líquido. O mais importante é estar presente e feliz. Foi lindo! O desfile foi emocionante. Senti a mesma vibração de quando a Vila foi campeã, em 2013. O pessoal gritava quando a bateria passava. Senti um carinho enorme do público.

Zoe acompanhou o seu desfile na Sapucaí?

Nessa fase, a Zoe dorme muito. Dorme 8h da noite e acorda 3h da manhã para mamar. Eu estou com um freezer enorme no Copacabana Palace. Vou tirando o leite e deixo pra ela. É operação mamãe total.

Como foi atravessar a Avenida com o peito cheio de leite?

Meu peito parecia que ia explodir na Avenida. Mas também tem o sapato apertado, a dor de cabeça por causa da fantasia... Mas na hora, a gente não sente nada. Só depois. Me senti muito mais cansada porque você tira o leite, entra na Avenida e fica cansada. São muitas calorias a menos. Tenho uma maquininha elétrica pra tirar o leite.

 

Você tem tanto leite que precisa doar?

Não é que preciso. Eu quero doar leite. Tem um lugar no Rio que está precisando de leite. Eu quero armazenar e doar. Eu tenho pra Zoe e para mais um bebê, então tem que doar mesmo. Sou quase uma vaquinha japonesa que samba.

Qual a maior dificuldade que você encontrou em fazer Carnaval com um bebê em casa?

Várias. Não foi fácil, mas o engraçado é que eu nunca pensei em desistir. A dificuldade é que não tem tempo para você. Quando ela está acordada, eu quero ficar olhando ela. O tempo que sobra pra malhar ou está cansada ou quer ficar com o bebê. É uma época em que a gente não encontra tempo para a gente. Mas aí tem a prova de roupa... Esse bate e volta de São Paulo e Rio também é muito cansativo. Pegava jato de madrugada depois dos ensaios porque não tinha mais voo disponível. Queria ficar junto com ela.

Você comentou que fez a Zoe na noite do desfile das Campeãs e que pretende não demorar muito para ter outro filo. Pretende repetir a dose de fabricação esse ano? (risos)

Não! Vira essa boca pra lá. Quero dar um irmão para ela, mas daqui a um ano e meio, talvez. Quero curtir a Zoe, dar atenção a ela.

 

Agora que os desfiles já passaram, quando você analisa tudo o que viveu neles, acha que teve algo que te marcou?

O que mais me marcou foi o desfile da Vila, que foi muito emocionante. A escola estava toda perfeita. A bateria veio muito forte. O mestre Macaco deu um show. Pra mim também foio uma superação. Muita gente falou pra eu pular esse Carnaval, mas eu não quis. Muitas mulheres me incentivavam. Não foi fácil, mas eu consegui. A minha fantasia ficou maravilhosa, foi feita de capim queimado. A fantasia não era tão pesada.

Com a rotina diferente por conta da Zoe, o que mais você sentiu falta nesse Carnaval?

Senti falta de tomar uma cervejinha. Foi o primeiro Carnaval que eu não pude beber uma cervejinha. Mas eu tô de boa também.

Vocês têm babá?

Tenho uma pessoa que me ajuda muito. Ela cuidou dos dois filhos da minha irmã e já é como se fosse da nossa família.

 

E no Carnaval 2020? Você estará firme e forte desfilando no Rio e em São Paulo de novo?

Com certeza! Vila Isabel e Gaviões.

Ano que vem já dá pra levar a Zoe para a Avenida?

Ano que vem, se ela estiver andando, vai desfilar na Herdeiros da Vila, que desfila na terça de Carnaval. Tomara que ela goste de samba igual à mãe.

E como está o andamento para seu novo programa na Record TV? Já pode adiantar algo?

Tenho uma reunião lá para falar sobre o novo programa. Será um novo formato. Ainda não tenho previsão de estreia. Vou saber tudo essa semana.

 

 

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