Casa Benta Pereira oferece acolhimento a mulheres vítimas de violência

Este ano, 13 mulheres e seus filhos passaram pelo abrigo, recebendo apoio psicológico, social e jurídico

Por O Dia

A Casa Benta Pereira, em Campos, oferece moradia e apoio psicológico, social e jurídico a mulheres vítimas de violência doméstica
A Casa Benta Pereira, em Campos, oferece moradia e apoio psicológico, social e jurídico a mulheres vítimas de violência doméstica -
Campos — Mais um episódio de violência doméstica marcou a semana em Campos. Mas, por mais indignação que casos como esse geram, eles se repetem cotidianamente. Avanços como a Lei Maria da Penha foram importantes, mas os esforços para coibir e punir tais crimes contra a mulher precisam também ser diários e contundentes. As casas de acolhimento, previstas na Lei Maria da Penha, são fundamentais para muitas mulheres, que não têm onde ficar depois de deixar seus agressores. A Casa Benta Pereira é esse refúgio, oferecendo uma moradia provisória para elas e seus filhos.
Atualmente, a Casa abriga três mulheres e oito crianças. Ao longo do ano, 13 mulheres já foram acolhidas ali, recebendo o suporte de uma equipe especializada para oferecer atendimento psicológico, social e jurídico, além de fazer o encaminhamento para atividades profissionalizantes e programas de geração de renda. Seus filhos também contam com acompanhamento pedagógico, pois elas precisam deixar as escolas por questões de segurança.
“Servidores que trabalham com atendimento de mulheres em delegacias, defensorias, Ministério Público ou unidades da Justiça podem indicar a mulher para a Casa”, explica Marcão Gomes, secretário municipal de Desenvolvimento Humano e Social. “Os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) e os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) também podem fazer essa triagem. Em geral, o tempo de acolhimento é de até 90 dias, mas o prazo pode ser ampliado”.
A Casa Benta Pereira tem capacidade para acolher 18 mulheres e seus filhos ao mesmo tempo. Mas muitas vezes o risco a que estão submetidas é tão severo que elas precisam ser transferidas para estruturas semelhantes em outras cidades, segundo relata Anne Caroline Cardoso, gerente de Proteção Social Especial de Alta Complexidade.
“Recebemos mulheres de todo o Estado, pois pois nossa unidade integra a Rede de Proteção Estadual da Mulher”, conta Leisia Crespo, assistente social e coordenadora da Casa Benta Pereira. “Nossas portas de entrada são, principalmente, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), os CREAS e o Ministério Público”.
Para denúncias e pedidos de acolhimento, os telefones das unidades do Creas são:
Creas 1: (22) 981 751 031
Creas 2: (22) 981 750 711
Creas 3: (22) 981 750 820

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