Faca usada por Adélio Bispo em atentado contra Bolsonaro irá para museu

Instrumento de 30 centímetros ficará exposto no Museu Criminal da Polícia Federal, em Brasília

Por O Dia

Faca usada por Adélio Bispo será exposta em museu em Brasília
Faca usada por Adélio Bispo será exposta em museu em Brasília -
Brasília - A faca utilizada por Adélio Bispo no ataque ao presidente Jair Bolsonaro em setembro de 2018 será levada a um museu federal. O instrumento de 30 centímetros ficará exposto no Museu Criminal da Polícia Federal, em Brasília. 
A decisão foi do juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara Federal de Juiz de Fora (MG), na terça-feira, após manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF). O pedido foi da Polícia Federal, especificamente da Academia Nacional de Polícia.

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Bolsonaro mostra as cicatrizes que tem na barriga Reprodução / SBT
Jair Bolsonaro foi alvo de atentado ao ser esfaqueado em ato de campanha presidencial em 2018 AFP
Além do objeto, duas hastes parecidas com cotonetes que armazenaram material genético de Adélio e de Bolsonaro também integrarão o acervo.
Na decisão, Savino apontou o valor histórico e o interesse da conservação da faca em prol da história política recente do país. O magistrado acrescenta que o objeto "representa não somente a violência sofrida pelo Presidente da República Jair Messias Bolsonaro, quando estava em pleno ato de campanha eleitoral, no exercício dos direitos políticos assegurados pela Constituição da República, mas, sobretudo simboliza, a partir de uma ótica mais ampla, a agressão cometida contra o próprio regime representativo e democrático de direito".
Presidente passou por nova cirurgia no domingo
O presidente Jair Bolsonaro passou a ter nutrição endovenosa, ou seja, com alimentação diretamente na veia, informa o boletim médico divulgado na manhã desta quarta-feira, 11, no Hospital Vila Nova Star, onde Bolsonaro se recupera de uma cirurgia realizada no domingo, 8, para correção de uma hérnia incisional.

Desde segunda-feira, dia 9, o presidente mantinha uma dieta líquida, à base de água, gelatina, chá e caldo ralo. Segundo o boletim médico, a reintrodução da alimentação por via oral será avaliada diariamente. "Evoluiu há 12 horas com lentificação dos movimentos intestinais e distensão abdominal, sendo submetido a passagem de sonda nasogástrica e introdução de nutrição parenteral (endovenosa)", diz o boletim.

Assinado pelo cirurgião-chefe Antônio Macedo, pelo clínico Leandro Echenique, pelo diretor-médico do Hospital Vila Nova Star, Antônio Antonietto e pelo médico da Presidência da República, Ricardo Peixoto Camarinha, o boletim médico informa ainda que os exames laboratoriais do presidente encontram-se estáveis e que ele permanece sem dor, afebril e sem disfunções orgânicas. As visitas continuam restritas.

O procedimento cirúrgico a que o presidente foi submetido no domingo foi o quarto após ele ter sido esfaqueado há um ano, durante a campanha eleitoral, em Juiz de Fora (MG).

Na terça-feira, 10, o porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, disse que Bolsonaro teria condições de comandar o País na Quinta-feira (12), mesmo de dentro do hospital. Desde domingo, e pelo menos até quinta-feira, o presidente em exercício é o general Hamilton Mourão. "A partir da quinta-feira, a junta médica e o presidente decidirão sobre isso", afirmou Rêgo Barros.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro e o vereador licenciado Carlos Bolsonaro (PSC), do Rio, filho do presidente, estão em São Paulo como acompanhantes e dormem no hospital. Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fazem visitas ao pai. Na segunda-feira, Bolsonaro recebeu também a visita do presidente em exercício, Hamilton Mourão.

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