Faça amigos, não arte

Por SELECT ART

Demorou para a Documenta escalar um coletivo na direção artística do “museu de 100 dias”, assim como demorou para reconhecer que artistas podiam se responsabilizar por isso e, por fim, para reconhecer que as artes visuais extrapolam seus próprios limites. Porém, com a escolha do ruangrupa, um coletivo indonésio baseado em Jacarta, o comitê de seleção do megaevento deu um passo gigante para corrigir essas falhas.

Desde 2000, entre sessões de karaokê, festivais de música, programas de vídeo e bienais de arte, o ruangrupa mostra sua versatilidade e capacidade de reflexão crítica em larga escala. Apesar de desconhecido de um certo mundo da arte – comercial, atomizado e objetual –, que insiste em se enxergar como o único mundo da arte, o ruangrupa já tem bastante conexões no Brasil, por ter participado da 31ª Bienal de São Paulo, mas também como membro do Arts Collaboratory (projeto colaborativo transnacional que reúne 25 iniciativas do Sul Global e se tornou uma referência para iniciativas autônomas aqui).

Mas sua nomeação não deixa de ser audaciosa, considerando que o comprometimento do coletivo é muito menos com os rumos da arte contemporânea e bem mais com a vida – “faça amigos, não arte” é um dos seus slogans. Mas, como um de seus integrantes lembra, a Documenta foi justamente criada para reconectar a Alemanha com o resto do mundo, cuidando das feridas da Guerra e trazendo à tona o que foi estigmatizado pelos nazistas como arte degenerada; ou seja, a exposição nasce de um impulso vital. Um desafio para a Documenta hoje pode ser, então, entender como endereçar as violências das guerras coloniais que marcam o contexto global atual.

Mas até que ponto o ruangrupa pode inventar outra estrutura dentro da Documenta – mais processual, difusa e menos espetacular? Simetricamente, há de se pensar se o sofisticado maquinário da exposição quinquenal não vai travar qualquer iniciativa que o transborde. Em conversa com farid rakun, integrante do coletivo, abordamos essas questões, ao mesmo tempo que discutimos as práticas colaborativas e as evoluções recentes do ruangrupa, que está, inclusive, se reinventando e mudando de nome, a partir de novas alianças com outras iniciativas.

Benjamin Seroussi: Trabalhamos juntos em 2014 na 31ª Bienal de São Paulo. Gostaria de aproveitar a oportunidade para me atualizar sobre os projetos do ruangrupa e sua governança interna. O texto que escreveram em 2015 para o 15º aniversário foi um verdadeiro esforço para mostrar onde vocês se situavam. Você ainda o considera relevante ou as coisas mudaram?

farid rakun: Muitas coisas mudaram. Talvez seja bom te contar por meio de uma linha do tempo. Em 2015, enquanto fazíamos a Bienal de Jacarta, encontramos um espaço de um antigo armazém com 6 mil metros quadrados de área interna. No início de 2016, decidimos tomar/ocupar aquele espaço, como vocês fizeram com a Casa do Povo… de maneira diferente, é claro, mas basicamente ocupando… pagando aluguel, porém… O aluguel era por dois anos – 2016-2018. Deixamos nossa casa alugada, convidamos outros coletivos para se mudarem conosco, ocupando todos os espaços juntos e construímos o que na época víamos como um ecossistema. Um coletivo de coletivos. Foi nesse momento que o ruangrupa, o forum lenteng, o serrum e o grafis huru hara se uniram sob o mesmo teto. Foi divertido. Tentamos experimentar ser proprietário (de segunda mão), alugando o lugar para shows ou eventos. Essa também foi a nossa primeira grande tentativa de lidar com a ideia de receita e ter nossa própria economia, para podermos ser totalmente independentes de financiamento estrangeiro/nacional. Fast forward para 2018. Conseguimos acumular alguns recursos para comprar uma propriedade… impossível ser tão grande e na mesma área central. Financeiramente inacessível. Mas pelo menos não precisávamos mais pagar aluguel. Então compramos um terreno de 700 metros quadrados no sul de Jacarta e discutimos o que poderia vir a seguir. Ampliando ainda mais o ecossistema, lógico. Então o que fizemos foi decidir que íamos nos tornar uma escola. A partir daí nos tornamos GUDSKUL (pronuncia-se “good school”), formado por ruangrupa, serrum e grafis huru hara – o forum leteng não aderiu. Nosso primeiro programa regular de um ano começou em novembro. A escola concentra-se na construção de coletividades e ecossistemas, basicamente. Começamos com 11 disciplinas diferentes, cada qual dirigida por um de nossos membros. Julia Sarisetiati para um curso sobre sustentabilidade coletiva; MG Pringgotono sobre educação para e através da prática de arte coletiva; Ade Darmawan sobre ética coletiva e política; Leonhard Bartolomeus sobre curadoria coletiva; enquanto eu tratava dos pontos de encontro entre arquitetura e arte; só para citar alguns. Desde o início pretendíamos que esse processo fosse um aprendizado conduzido por participantes e baseado em experiências, mas só os pusemos em prática realmente na metade do primeiro semestre, quando percebemos que muitos dos nossos planos não funcionaram como pretendíamos. É um processo intenso, rico e exigente. E mal começou. Ainda temos todo o tempo do mundo para que seja um trabalho em evolução constante.

Na Casa do Povo também estamos pensando há algum tempo em como conectar os conhecimentos presentes no espaço (temos cerca de 25 grupos habitando o espaço). Pensamos em uma espécie de escola livre. Mas ainda não descobrimos como poderia funcionar. Lendo você, estou curioso para saber se a escola se tornou uma nova identidade possível para o ruangrupa e os outros coletivos. Como mudou a maneira de vocês se organizarem? Como ela criou um ecossistema econômico sustentável?

Sim. A escola também tem um modelo de negócio. Não é de graça. É como se estivéssemos nos institucionalizando… à nossa maneira… o que é engraçado, porque é algo que muita gente no mundo da arte europeia parece ter medo – a institucionalização. Além disso, começamos em novembro a nos pagar mais adequadamente. O objetivo é que as pessoas concentrem sua energia para construir o ecossistema, em vez de ter de fazer trabalhos de merda que pagam em dinheiro, mas exaurem a energia. Eticamente, estamos fazendo isso porque, por um lado, queremos ter mais conhecimento; por outro, sabendo que é impossível para todo mundo na Indonésia fazer parte de nós, encontramos uma forma de sermos usados como recurso. Basta passar o maior tempo que você puder, o máximo por ano, intensivamente, conosco, levando o que temos – conhecimento, rede, espaço, infraestrutura. Mas esperamos (é por isso que ainda estamos dando bolsas de estudo) que os que vierem de fora de Java voltem para seus lugares e construam alguma outra coisa. Essa é a ideia. Sim, nosso ecossistema e a Casa do Povo têm muito em comum, concordo com isso.

O galpão onde funcionou, entre 2016 e 2018, o “ecossistema” de coletivos; acima, atividade da GUDSKUL

As pessoas na Europa têm medo da institucionalização porque elas já têm muitas instituições. Por isso precisam existir entre elas, inventando espaços intermediários. No Brasil, até os grandes museus parecem funcionar como espaços independentes – lutando pelos mesmos recursos pelos quais lutamos. Por isso, construir uma instituição no nosso contexto – e talvez também no seu – é também uma maneira de “instituir” (trazer à tona) outras maneiras de existir. Eu gosto da ideia de tornar-se um recurso. Talvez essa seja a melhor instituição que possamos imaginar – um lugar livre, onde você possa encontrar partituras para tocar e ferramentas para usar. Mas você também precisa continuar agindo. Então, como podem ser um recurso para vocês mesmos? Ainda conduzem outros programas paralelos como o ruangrupa… ou individualmente? Esta pergunta é também uma maneira de começar a lhe perguntar sobre a Documenta 15 como um projeto do ruangrupa e como ele se conecta à GudSkul.

Estávamos ocupados fundando a GudSkul, quando aconteceu a Documenta (risos). Não estava em nossos planos. A GudSkul estava apenas começando e estávamos no ápice de muitas lutas, excitação, pensando duro juntos, tentando entender as coisas. Porque é claro que o nosso primeiro plano não funcionou e precisávamos repensar muitas coisas, prática e conceitualmente… E então apareceu a Documenta! O ruangrupa foi indagado sobre seu interesse em participar da seleção como um dos candidatos. Não fazia sentido usar a bandeira da GudSkul naquele ponto. Porque a GudSkul não havia feito nada sob seu nome ainda. Nós nunca pensamos que pudéssemos chegar a esse resultado. Que fôssemos convidados para a direção artística… Se você me perguntasse quando estávamos fazendo o Sonsbeek, na Holanda (exposição com escala de bienal, que acontece na cidade de Sonsbeek desde 1948), se seguir com a Documenta seria um próximo passo lógico, eu diria “de jeito nenhum”. Porque a Documenta não fez nada sobre o nosso contexto. Da nossa equipe de dez pessoas que está se tornando a direção artística na Documenta 15, só eu tinha visitado a Documenta, em 2012… ninguém mais tinha ido a Kassel. Sempre pareceu que não tinha nada a ver conosco. Nenhum artista indonésio jamais participou.

Ambiente da GUDSKUL, a escola do ruangrupa que começou seu programa em novembro de 2018 com 11 disciplinas, entre elas sustentabilidade coletiva e ética política. Grupo pensa como instalar escola na D15

O Sonsbeek também não lhe pareceu um pouco extravagante à primeira vista?

O Sonsbeek foi melhor, porque é na Holanda. A conexão holandesa, mais fácil de compreender. Todos nós pelo menos já tínhamos estado na Holanda alguma vez. Há artistas indonésios por toda a parte na Holanda. Tudo indonésio.

A Holanda não deixa de ser familiar por ser o velho colonizador. Estou intrigado, portanto, sobre como vão enfrentar uma espécie de “exotismo invertido” do contexto alemão. O ruangrupa é uma iniciativa aclamada internacionalmente, mas prospera em um contexto com condições de trabalho e de vida diferentes de Kassel. E, como você disse, é distante de vocês. O fato de que nenhum indonésio jamais participou é definitivamente uma boa medida dessa indiferença. Entendo por que o comitê da Documenta está interessado no ruangrupa. É desafiador, revigorante e uma boa oportunidade para a Documenta abrir-se para um novo público e também para novas partes do mundo. Mas me pergunto em que medida a Documenta pode ser interessante para o ruangrupa. Como você vê a possibilidade de usar/hackear a Documenta e as expectativas que ela gera? Você acha que a voz múltipla e diversa do ruangrupa será ouvida?

Decidimos não fazer uma proposta, mas disfarçar o que já estamos fazendo como um convite – as coisas sobre ecossistema, recursos, compartilhamento etc. Perguntamos à Documenta se eles estavam interessados em ser um parceiro decisivo nisso. Se eles compartilhassem o nosso interesse e estivessem dispostos a seguir essa caminhada instigante conosco, muito bem; mas, se não, continuaríamos na estrada de qualquer modo – keep on truckin’. Com a Documenta do nosso lado, poderíamos ganhar em escala e acessar coisas que estavam fora do nosso alcance. Ser mais visíveis, mas também nos obrigar a ser mais responsáveis. Como a famosa frase do Homem-Aranha: “Com o grande poder vem…” Não precisamos terminar esta frase. Francamente, ainda estou surpreso e atônito que a Documenta, no final de um processo de seleção, tenha aceitado o nosso convite (ou o que eles ainda insistem em entender como proposta). Mas, se isso der certo, nosso interesse poderia e deveria se ampliar. Pois não estamos mais no nosso contexto, mas no contexto da arte contemporânea. Planetária. É cedo demais para dizer o que será a D15, porque ainda não sabemos. Mas estamos começando a trabalhar para ver o que é a Documenta como instituição, e também como uma bolsa cheia de recursos – reputação, escala, espaço, interesse, história. Kassel faz parte disso, é claro. O que eu percebi na semana passada estando em Kassel propriamente para trabalhar é que está na hora de o ruangrupa realizar o seu sonho além do – mesmo que em relação ao – seu contexto. Não à Indonésia em si, mas àqueles que são invisíveis até hoje. Ainda somos desconhecidos na cena artística contemporânea. A Frieze não nos conhecia, o New York Times não sabia como encontrar informação sobre nós, por exemplo.

O público alemão nunca ouviu falar de nós, a maioria deles. Na França, a mídia artística precisou dizer que “tivemos uma pequena chance de vê-los trabalhando, naquela coisa no Centro Pompidou chamado Cosmopolis #1 em 2017”. Gostaríamos de começar mapeando a geografia incluída desde a primeira edição da Documenta até a última. Pensamos que seria fácil ver buracos nesse mapa. Mas o que fazer com isso, veremos. Precisamos fazer primeiro. Outra coisa é encontrar parceiro(s) em Kassel. Isso é fácil para você entender, porque o fizemos em escala muito menor na sua Bienal de São Paulo. Queremos estar presentes em Kassel, com espaço… algo que aprendemos também com “ruru huis” (casa ruru, em holandês) durante o Sonsbeek. Não podemos delegar isso realmente. Precisamos trabalhar juntos com alguém do local diretamente. Como fazer isso na prática ainda estamos discutindo. Só estaremos trabalhando oficialmente para a Documenta a partir de junho. Mas estamos nos preparando para que, em junho, estejamos prontos para “roll and rock”.

É cedo demais para saber quais membros irão para a Alemanha, se vão alugar um apartamento, como vão dividir o tempo – os próximos anos e os famosos cem dias – ou os espaços que a Documenta oferece?

Estamos pensando em alugar um lugar… não só para viver juntos, mas também um com acesso à rua… falamos meio brincando sobre abrir um restaurante indonésio. O ponto é usar o espaço como um método curatorial. Inclusive, os famosos espaços da Documenta – Fridericianum, Documenta Halle, Neue Galerie, Grimm Welt, Stadts Theater – como o quê? Veremos. Como os nossos festivais de música e karaokê, por exemplo, estamos pensando em usá-los para alguma coisa também. Talvez instalar a GudSkul na Kunsthochschule de Kassel? Ou uma iniciativa sobre homeopatia diretamente no hospital deles? Tudo isso também são práticas espaciais.

Qual será a trilha sonora da Documenta 15?

Trilha sonora seria ótimo. Pensamos nisso para o Sonsbeek. Não aconteceu, embora tivéssemos uma ideia a respeito. Desta vez tem de acontecer, você está certo. A Casa do Povo sempre teve 25 grupos? Ou vem crescendo exponencialmente desde 2014?

Ela cresce de maneira orgânica – um pouco como vocês fizeram no galpão. No nosso caso, o nosso limite é a nossa capacidade de lidar com os grupos. Desenvolvemos algumas ferramentas. Por exemplo, dividimos o tempo para compartilhar espaço (geralmente, as pessoas dividem o espaço e compartilham o tempo), o que nos permite abrigar grupos diversos de maneiras diferentes – cada grupo tem seu acordo singular. Não somos um espaço público, então nos adaptamos. Cada grupo também se infiltra de algum modo na organização da instituição. Os grupos que abrigamos têm de dialogar com os nossos eixos principais, mas então eles fazem o que querem dentro desse quadro conceitual. A principal consequência disso é que a ideia de arte e cultura explode – somos habitados por um grupo de dança contemporânea, uma academia de boxe, rádios piratas bolivianas, uma clínica de psicanálise, uma agência jornalística da periferia, um coral iídiche, uma oficina de costura, e por assim vai. Nosso principal desafio é manter o espaço subutilizado para que possa respirar, pois, quando está vazio, parece que tudo é possível. Mas, voltando à Documenta 15, e para encerrar o assunto, eu queria lhe perguntar sobre o que você não fará e também sobre seus temores em relação à situação potencialmente tóxica que um projeto tão visível pode criar. Você acha que isso pode afetar a sua organização de alguma maneira?

Esta é difícil. Espere, deixe-me comentar sobre a Casa primeiro. É uma ótima tática o que descreveu. Funciona bem? Tempo e espaço?

Atividade realizada na GUDSKUL, a escola do ruangrupa, cujo processo de aprendizado é baseado em experiências

Sim. Há uma perda de controle – e talvez também de qualidade, mas há definitivamente um aumento de energia. Recentemente ouvi falar de um workshop que o artista suíço Thomas Hirschorn deu: ele pedia que os participantes comentassem o trabalho dos outros usando a noção de “energia”, não de “qualidade”. Há algo interessante nisso – embora possa ser perigoso em certo ponto. A perda de controle também tem a ver com descentralizar decisões e ter as ferramentas adequadas para isso. Pode ser muito simples – todo grupo tem a chave do prédio, todos têm acesso a uma agenda do Google para ver quando há tempo disponível, e assim por diante.

Bom. Vou apresentar isso à GudSkul na próxima vez. Obrigado. Vou lhe dizer, se fizermos isso, que tipo de realizações inventamos (risos).

Faça isso. É copy left. Tenho certeza de que nós até pegamos isso de algum lugar sem saber. Apenas nos diga até onde ela o levou. Agora você responde à minha pergunta (risos).

OK, voltando à sua pergunta… uma coisa pessoal. Talvez seja mais fácil. É fácil ser estragado pela máquina, porque ela é bem lubrificada. É como os produtos da Apple ou voos na classe executiva. É difícil voltar atrás. Espero que eu não fique tão estragado, mas sou estragado pelos produtos Apple e, na primeira vez que me puseram na classe executiva, comecei a pensar: “Como alguém pode viajar de outro modo?” Mas, felizmente, não comprei nenhuma passagem executiva para mim até agora nem vou começar tão cedo. Mas essa máquina produz sua visão, oferecendo tudo quase na ponta do seu dedo. É tentador. O que eu percebo com certeza é que depois de todo esse jazz voltaremos a fazer as coisas sem orçamento, sem recursos humanos, nada além de vontade e obsessão (amor, diriam outros). Deveríamos ser capazes de ainda fazer isso. Quando um dos jurados nos perguntou do que tínhamos mais medo, minha resposta foi “perdê-los”, apontando para Ade e Julia. Eu simplesmente não quero que o ruru se separe por causa disso (risos), porque algumas vezes no passado quase dissemos que era o fim. Com a GudSkul espero que seja diferente. E a coisa mais importante. A GudSkul precisa se beneficiar do que o ruangrupa está fazendo. Como? Mais uma vez, ainda precisamos lutar pelo nosso tempo, para sentarmos juntos novamente e decidirmos as coisas.

Para terminar nossa conversa, eu gostaria de voltar a quando nos conhecemos durante a Bienal de São Paulo. Pode nos falar mais sobre o que você aprendeu na sua experiência em São Paulo… e, é claro, quando virá de novo?

São Paulo ainda é um dos nossos lugares preferidos, coletivamente. Podemos discordar sobre detalhes, mas todo mundo concorda que São Paulo foi uma espécie de segundo lar para nós, e sentimos muita saudade. Eu disse isso a todo mundo, de Clara Ianni a Luiza Proença, de Daniel Lie aos seus colegas da Casa do Povo. Descobrimos que as nossas sensibilidades faziam sentido, mas podiam também se transformar em outras partes do mundo e quando encontramos o lugar certo, como quase sempre em São Paulo (pelo menos em 2014), é incrível! Quando viremos de novo? Não muito cedo. Nunca é cedo o suficiente. Ajeng vai adorar. E talvez seja ela quem irá. Mas, se algum de nós ganhar na loteria para acompanhá-la, qualquer um ficaria feliz. Tomara que seja eu (risos). Também quero ver o Rio.

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