'Eu nunca vi o Bispo Macedo'

Por O Dia

Tem dedo seu no texto do Prêmio Multishow?

Sim! O texto foi produzido pelo Bruno Motta e o Daniel Nascimento, que foram os mesmos que escreveram no ano passado. A gente ficou muito feliz com o resultado de 2016 e manteve o pessoal.

Vocês alfinetam algumas pessoas no prêmio.

Sim! É sempre o Multishow quem mais apanha e isso acaba se tornando engraçado. Mas acaba acontecendo uma roleta russa que bate até na gente. Porque a graça é a gente também se sacanear, né?

Qual é o ponto fraco do Fabio Porchat?

Boa pergunta! Essa seria uma pergunta pra Tatá Werneck!

Você não falaria seu ponto fraco?

Eu não sei porque não tenho muito problema com isso. Tatá me sacaneia muito com isso, me chama de gay. Ela me sacaneia quando eu falo que estou apresentando um programa. Ela diz: "mais é na Record, né, Fabio?" (risos). Fico brincando sobre a dicção dela, que ninguém entende! Falo que ela tem um talk show que não dá nem meio ponto de ibope. Digo que se ela quisesse se apresentar na TV Senado dava mais ibope. Sacaneamos um ao outro.

O talk show da Tatá é muito bom, não é?

É. Ajuda muito você ter a Gloria Maria, o Cauã Reymond e Bruna Marquezine. Mas poderia ter tudo isso e ser um lixo! E a Tatá é muito, muito engraçada, e faz aquilo dar certo! Você pode ter o melhor casting do mundo e ter a pior entrevista do mundo. É diferente você ter o pior casting do mundo e tentar fazer daquilo a melhor entrevista do mundo. O programa dela é de humor!

A impressão que eu tenho e que até as respostas são roteirizadas.

Que podem até ser! A Tatá por exemplo, quando recebeu Marcos e Belutti, falou: 'quem é Marcos e Belutti que eu não faço ideia?'. Cara, se eu faço uma pergunta dessa no meu programa eu tô lascado! (risos). Ela tem essa liberdade de falar o que quiser...

E o bispo Edir Macedo?

Eu nunca vi o Bispo Macedo.

E a falta de liberdade tão falada na Record?

Olha! Eu sou limitado a aquilo que a TV aberta limita. Cada emissora tem uma questão, seja ela Globo, Band ou qualquer outra.

Você já foi proibido de alguma coisa?

Não! Acho que foi mais uma opinião. Me falaram assim: 'será que não dá para ser por esse caminho aqui ou esse daqui'...

É verdade que você quase assinou com o SBT?

Foi! Eu tive uma conversa séria, já tinham informado até o salário, mas quando fui assinar o contrato, os caras falaram que ia ser um ano de crise e que eles iam esperar. Eu acho que, no fundo, foi bom para os dois lados!

Como seria seu programa no SBT?

Eu acho que seria um programa semanal.

Você se casa no dia 5 de novembro e tenho te percebido mais magro...

Estou fazendo dieta! E está funcionando, rapaz! (risos) Perdi uns 6 ou 7 kg...

Mas o quanto você quer estar magro?

Não, eu já estou feliz. Estou em um peso bom e por mim casava hoje!

Você vai ter despedida de solteiro?

(risos) Não, não vou! Mas ela vai!

Ela vai?

Sim! As amigas dela agendaram algumas coisas... Meus amigos estão muito bunda mole!

E onde vai ser a lua de mel?

Nas Maldivas!

O que falta pra você ser feliz?

Férias! (risos)

E quanto tempo você precisa de férias por ano?

Boa pergunta! Este ano, viajo no Réveillon, mas dia 4 estou de volta porque eu faço um filme em janeiro. Então, eu vou tirar poucas férias!

Sim! Mas e de lua de mel?

Vou tirar só dez dias.

Dez dias de lua de mel mais quatro dias de Ano Novo. É isso?

Não. No Ano Novo, eu fico mais dez dias porque começo de férias no dia 22 de dezembro e vou até dia 4 de janeiro.

Mas você já vai deixar tudo gravado?

Normalmente, gravo até a penúltima semana de dezembro, e deixamos o restante já gravado.

Você participa de todas as reuniões de pauta?

Sim! Tudo o que está ali passou por mim de alguma forma. É claro que temos uma equipe de roteiristas, mas tudo passou por mim. Nada do que está ali eu descobri na hora ou no dia.

Você acaba de completar um ano de programa. Como é que foi?

Um ano realmente de muito trabalho. Parece que foram cinco! Porque é muita coisa acontecendo. Programa diário é isso! Você grava o de hoje e já tem que pensar no de amanhã, e de amanhã, e já tem que estar pensando no programa da semana que vem, especial de Natal, especial de sei lá o que... É muito mais trabalho do que eu tinha imaginado! Mas com o passar do ano, acho que a gente conseguiu se organizar: saiu quem tinha que sair, ficou quem tinha que ficar. O programa hoje tem uma cara. Eu estou aprendendo muito ainda a fazer.

Como são selecionados os entrevistados?

Eles têm que ter algo a dizer. Não e só simplesmente "vamos entrevistar o Gugu?", se o Gugu não está fazendo nada novo!

Mas Gugu é um cara que não dá entrevista!

Exatamente! Mas o Gugu é o Gugu...

O problema do Gugu é que não pode falar disso, não pode falar daquilo...

Não... Nem tanto... Gugu é um cara super reservado, ele não fala muito sobre a vida dele, é mais quietão! Por isso, resolvi fazer algo mais em homenagem ao Gugu. Estou falando de um cara que fez parte da minha adolescência. Era muito mais fácil ir por esse caminho do que por um lado mais polêmico. Ao mesmo tempo, não só com o Gugu, mas pensa... Eu te chamo na minha casa e começo a falar um assunto que te deixa desconfortável? Não é legal...

Qual é a diferença de estar em uma TV aberta?

É porque você vira um para-raios! É assunto todos os dias, todos os dias você está na Sonia Abrão, todos os dias alguém cria uma confusão! Você ganha uma importância por estar na TV aberta.

E em relação à grana?

A TV aberta dá mais dinheiro do que todos os outros meios. É claro que fazer stand up pelo Brasil dá dinheiro, mas a TV aberta ainda rende mais, mesmo começando. Eu sou apresentador. Não sei como funciona com os atores de novela.

E na escala do tesão?

O teatro tem o maior tesão! No teatro, você tem que se virar, improvisar! Na TV aberta, não pode falar isso, não pode falar aquilo... Até na internet tem limitações. Mas no teatro pode tudo!

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